Curiosodades

POR Dirceu Júnior 10/11/2015

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horário de verão é um ajuste feito nos horários marcados por nossos relógios em determinadas épocas do ano para que possamos adaptar nossa rotina ao tempo em que o sol nasce e se põe com o fim de aproveitar melhor as horas de sol para economizar a utilização de energia artificial.

Se não fizéssemos esse ajuste, em uma parte do ano, a maioria dos brasileiros sairia para trabalhar um tempo depois do sol já ter nascido e voltaria depois dele já ter se posto, o que faria com que houvesse a necessidade de um consumo maior de energia artificial. Embora, neste ponto, existam algumas controvérsias.

Entretanto, o horário de verão não tem nenhuma relação com a estação “verão”, na maioria dos países onde é adotado. É que, para os países do hemisfério norte, o sol se põe bem cedo no inverno e, no verão, costuma estar claro até as 22 horas em alguns lugares. Devido a isso, o horário de verão é adotado em quase todos os países do hemisfério norte, resultando em uma grande diferença no consumo de energia.

 A localização geográfica interfere também, na quantidade de horas em que os relógios devem ser adiantados ou atrasados e, também, na época do ano em que ocorre o horário de verão. Enquanto que no Brasil, alteramos os relógios em 1 hora nos meses de outubro a março, nos países do hemisfério norte, o horário de verão ocorre nos meses de março a outubro e a quantidade de horas pode variar de país para país.

Os países do mundo que adotam o horário de verão são cerca de 30 e incluem: EUA, México e Canadá (exceto uma parte do norte do México e do sul dos EUA, e uma parte do Canadá, que já adotaram, mas não apresentam freqüência), Europa, Rússia e norte da China, Egito, Namíbia, Austrália, Israel, Cuba, Brasil, Chile, Ilhas Malvinas, Paraguai, Palestina, Turquia, Tasmânia, etc.

O horário de verão foi adotado pela primeira vez na Alemanha durante a I Guerra Mundial, quando aeconomia de energia (e conseqüentemente, do carvão que era o combustível mais usado na época) se tornou uma necessidade. Antes disso Benjamim Franklin já teria tido essa idéia, que foi materializada em 1907 por Willian Willet num panfleto intitulado “Waste of Daylight”, onde ele propunha que os ingleses avançassem seus relógios 20 minutos nos domingos do mês de abril e o atrasassem na mesma proporção nos domingos de setembro.

No Brasil o horário de verão é adotado desde 1931 (Governo Vargas), porém de forma descontínua e apenas nas regiões sul, centro-oeste e sudeste.

 

 

 

Arroba: Você Sabe A Origem Deste Símbolo?

 

Robson Silva

 

 

Na Idade Média, os livros eram escritos pelos copistas à mão.Precursores da taquigrafia,eles simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava naquele tempo). O motivo era de ordem econômica: tinta e papel eram caríssimos.

Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um “m” ou um “n”) que tornava nasal a vogal anterior. Um til é um “enezinho” sobre a letra, pode olhar.

O nome espanhol Francisco (que também era escrito “Phrancisco”) ficou com a abreviatura “Phco.” e “Pco”. Daí foi fácil todo Francisco ganhar, em Espanhol, o apelido de “Paco”.

Já para substituir a palavra latina “et” (e), os copistas criaram este símbolo, que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras: &. Esse sinal é popularmente conhecido como “e comercial” e. em Inglês, tem o nome de “ampersand”,que vem do “and”  (“e” em Inglês) + “per se” (do latim por si) + “and”.

Com o mesmo recurso do entrelaçamento de duas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina “ad”, que tinha, entre outros, o sentido de “casa de”. Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e &continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço. Por exemplo: o registro contábil “103″ significava “10 unidades ao preço de 3 libras cada uma”. Nessa época o símbolo@ já ficou conhecido como, em inglês como “at” (“a” ou “em”).

No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar as práticas comerciais e contábeis dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @(“a” ou “em”), acharam que o símbolo era uma unidade de peso. Para esse entendimento contribuíram duas coincidências:

1 - A unidade de peso dos espanhóis, na época, era a arroba, cujo “a” inicial lembra a forma do símbolo.

2 - Os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de “10@£3″ assim : “dez arrobas custando 3 libras cada uma”. Então o símbolo @passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.

 

A palavra “arroba” vem do árabe “ar-ruba”, que significa “a quarta parte”. Uma arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe, o “quintar” (o quintal), equivalente a 58,75 kg.

 

As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (O escritor Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais datilografados). O teclado tinha o símbolo @, que sobreviveu nos teclados dos atuais computadores.

Em 1971, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico (“e-mail”), Roy Tomlinson aproveitou o sentido @ (“at”), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim, “fulano@provedor X” ficou significando “fulano noprovedor X”. Em diversos idiomas, o símbolo @ ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma. Em Italiano, chama-se “chiocciola” (caracol), em Sueco “snabel” (tromba de elefante) e, em Holandês, “apestaart” (rabo de macaco). Em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: “shtrudel”, em Israel, “strudel”, na Áustria e “pretzel” em vários outros países europeus.

 

 

 

 

POR QUE EXISTEM CABELOS CRESPOS E LISOS?
Qual o gene dominante?

 

Divulgação


Conhecido como a moldura do rosto, os cabelos são estruturas produzidas por células de nossa pele e dependendo da natureza genética de cada um apresenta-se liso, crespo, cacheado, louro, castanho ou ruivo entre outras características. É, principalmente para as mulheres, uma estrutura que dispensa muitos cuidados, pois é entendido como um dos sinais de beleza.

Apesar de ter constituição determinada geneticamente, pode ter sua estrutura modificada a partir de processos químicos que alteram sua constituição transformando o cabelo crespo em liso, liso em crespo, preto em louro etc. Isto tudo é possível porque o cabelo é basicamente constituído de uma proteína chamada alfa-queratina que é produzida a partir de uma espécie de “bolsa” existente na epiderme chamada folículo piloso.

Em cada fio de cabelo há milhares de cadeias de alfa-queratina, que possuem átomos de enxofre. Quando dois destes dois átomos de enxofre se juntam, eles formam uma ligação de dissulfeto. Quanto maior o número dessas ligações, mais crespos os cabelos serão, e quanto menos ligações, mais lisos.

Como podemos ver, com a utilização de produtos que promovam reações químicas na queratina do cabelo (unir ou separar as ligações de enxofre), é possível fazer as modificações da estrutura do cabelo que já está crescido, pois não devemos esquecer o cabelo sempre vai ser produzido de acordo com a informação genética que a pessoa possui.

Em relação à transmissão genética da forma dos cabelos, podemos esclarecer que o gene que determina o cabelo crespo é dominante sobre o gene que determina o cabelo liso. Se uma pessoa herda um gene que codifica o cabelo crespo, da mãe, e outro do pai, seu cabelo será crespo. Se herdar um gene para cabelo liso da mãe e um gene de cabelo liso do pai, seu cabelo será liso. Se herdar um gene para cabelo liso da mãe e um gene para cabelo crespo do pai (ou vice-versa) seu cabelo será crespo, pois o gene para cabelo crespo, como já dito, é dominante sobre o gene para cabelo liso.